Apresentação

A NOSSA IDENTIDADE

“O mundo de amanhã depende da educação de hoje, e esta não pode reduzir-se à mera transmissão de conhecimentos. Ela forma as pessoas e prepara-as para se integrarem na vida social, promovendo o seu amadurecimento psicológico, intelectual, cultural, moral e espiritual. Assim família e escola são chamadas, cada uma na sua ordem, a inserir o fermento evangélico nas Culturas do terceiro Milénio”.   CONSELHO PONTIFÍCIO PARA A CULTURA

Embora as modernas correntes de pensamento coloquem a reflexão do sentido da vida como um acessório do foro privado de cada um, a verdade é bem diferente. Se não conseguimos, nem o pretendemos, resolver a questão religiosa pela fé também não podemos destruir a questão religiosa pela descrença. O religioso apresenta-se como um problema universal que, de forma mais ou menos explícita, se coloca a todo o indivíduo.

Atendendo a isto, a escola, na sua globalidade, deve procurar uma educação integral da pessoa humana que, por sua vez, não pode marginalizar ou esquecer, uma das dimensões fundamentais da existência, que é a abertura para o transcendente. Todos aqueles que entendem a educação como um meio para fazer crescer o homem todo, a fim de o ensinar a ser mais que um mero ser biológico capaz de raciocinar, não esquecem nunca a função fulcral que o “ensino da religião” desempenha nesse processo. Neste mesmo sentido, a escola enquanto lugar de elaboração e transmissão de cultura, é também momento importante, cada vez mais na sociedade em que vivemos, de apresentação, comprovação e assimilação da visão do sentido último da vida e do significado da existência do homem. Como tal, a transmissão dos valores éticos e morais pertence a uma verdadeira educação onde a escola não pode fugir ao seu papel de formação integral.

Neste contexto, a Escola Católica, por maioria de razão, deverá desempenhar este papel de forma desassombrada e consciente da sua verdadeira identidade. Na Escola Católica a Educação Religiosa, ou seja, a educação que conduza para uma abertura para o transcendente e para o sentido último da existência, não cabe nunca exclusivamente à disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (noutros casos a confissão será diferente), ao catequista (quando a escola possui catequese) ou à Comunidade Religiosa presente na escola. Pelo contrário, tudo na Escola Católica deverá tender de forma natural e espontânea para uma educação que permita aos alunos essa abertura para o transcendente. Ninguém, desde os auxiliares aos professores, se pode eximir da sua condição de educador na totalidade das dimensões do ser humano. Aqui, como noutras circunstâncias, os Encarregados de Educação também desempenham um papel fundamental pois não devem ser barreiras mas antes condutores desta corrente educativa.

Esta abertura ao transcendente não significa necessariamente uma ideia de proselitismo da fé, muito pelo contrário. Significa, antes, um respeito pela totalidade da pessoa humana e como tal da sua dimensão de abertura ao religioso e ao espiritual.

No caso concreto do Colégio Nossa Senhora de Lourdes como Escola Amor de Deus isto acontece verdadeiramente. Não há uma imposição de confissão a nenhum aluno mas há uma consciência profunda da identidade religiosa da escola como Escola Católica e mais concretamente como Escola Amor de Deus. Sendo assim, sob o lema “Educar por Amor, no Amor e para Amor” constitui-se como a grande norma educativa de uma escola que assume na plenitude a busca do ensino para a totalidade da pessoa humana.

É neste contexto que brota a necessidade da existência de uma Equipa de Pastoral atender a esta necessidade da educação integral.

Esta equipa coordena não só as actividades da Catequese do Colégio que funciona desde o Pré-Escolar até ao 3º Ciclo (com todas as festas propostas pelos volumes de catequese desde a Festa do Pai Nosso até ao Crisma, passando pela Primeira Comunhão e a Profissão de Fé) mas também os momentos fortes da vida da Comunidade como por exemplo os momentos litúrgicos relevantes (Advento, Natal, Quaresma e Páscoa), o dia da Padroeira ou mesmo o Tempo Azul (tempo Amor de Deus que se compreende entre 27 de Abril –data da fundação das Irmãs do Amor de Deus – e 17 de Maio data da morte do padre fundador – Jerónimo Usera).

O Colégio procura acompanhar também os antigos alunos e, desde há algum tempo, realiza o caminho de Santiago em Julho preparando esta actividade com reuniões mensais de reflexão e convívio. Realiza também com um grupo de antigos alunos uma experiência de uma semana na Comunidade Religiosa de Taizé, em França.